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El Niño e La Niña: Diferença e impacto no Brasil

El Niño e La Niña: Diferença e impacto no Brasil

Você certamente já ouviu falar em El Niño e La Niña, fenômenos atmosféricos capazes de influenciar as condições climáticas do território brasileiro. Compreender seu funcionamento é fundamental para que possamos lidar com suas consequências, sejam elas secas, enchentes ou outros eventos extremos.

Continue a leitura para saber mais sobre o tema e, de forma geral, descobrir os impactos do El Niño e La Niña no Brasil.

El Niño e La Niña: resumo:

Para entender a diferença entre El Niño e La Niña, é preciso ter em mente que ambos os fenômenos resultam da interação entre o oceano e a atmosfera; mas são, de certa forma, opostos.

O El Niño está ligado ao aquecimento acima da média das águas da superfície do Oceano Pacífico Equatorial e ao decorrente enfraquecimento dos ventos alísios, que sopram dos trópicos em direção à Linha do Equador.

Enquanto isso, o La Niña é caracterizado pelo resfriamento anormal dessas mesmas águas, ocasionando o aumento da força dos ventos alísios.

Dessa forma, esses dois eventos naturais causam grandes impactos na agricultura em várias regiões do mundo, inclusive no Brasil, uma vez que influenciam diretamente nas mudanças de temperatura e/ou na incidência de chuvas. Veja, a seguir, algumas consequências dos fenômenos El Niño e La Niña.

Efeitos do El Niño e La Niña no Brasil:

Agora que já explicamos qual a diferença entre El Niño e La Niña, chegou a hora de entender melhor quais mudanças significativas esses fenômenos podem provocar, com atenção especial para os efeitos na produção de alimentos e no rendimento agrícola de todo o país. Confira:

El Niño: Consequências:

O El Niño não segue um padrão de ocorrência regular e pode acontecer em diferentes épocas do ano. No entanto, historicamente, seus eventos mais intensos costumam ocorrer entre os meses de outubro e março.

O enfraquecimento dos ventos alísios permite que a água quente do oeste do Pacífico flua para o leste, em direção à América do Sul. Isso faz com que a área de baixa pressão atmosférica se desloque para a costa, alterando significativamente os padrões climáticos em várias partes do mundo.

Vale ressaltar que, devido às dimensões continentais do nosso país, há efeitos variados para cada região brasileira:

No Norte e Nordeste, é possível constatar uma diminuição nas chuvas, aumentando as chances de seca e de incêndios florestais. Nesse sentido, a falta de umidade acaba prejudicando as produções rurais, assim como a economia e a alimentação da população.

Em contrapartida, nas regiões Centro-Oeste, Sudeste e Sul, nota-se uma elevação na intensidade das chuvas e nas temperaturas médias. O aumento dessas precipitações tende a melhorar a disponibilidade de água no solo para o desenvolvimento das culturas, mas também pode causar alagamentos e, consequentemente, perdas nas lavouras.

La Niña: Consequências:

Assim como o El Niño, o La Niña não segue um padrão de ocorrência regular e pode acontecer em diferentes épocas do ano. Historicamente, seus eventos mais intensos costumam ocorrer entre os meses de junho e outubro.

Os ventos alísios se intensificam, empurrando a água quente para o oeste do Pacífico e aumentando a área de alta pressão atmosférica na costa da América do Sul. Essa intensificação leva a uma maior estabilidade do ar, o que pode resultar em chuvas acima da média e temperaturas mais baixas do que o normal.

No Norte e Nordeste, o aumento no volume de chuvas pode levar a cheias expressivas de alguns rios e até mesmo a enchentes no litoral.

Já nas regiões Centro-Oeste, Sudeste e Sul, o La Niña atua de forma despadronizada com relação às chuvas e temperaturas, mas ainda abrindo espaço para tendências de estiagem. O Sul, em específico, é a região mais prejudicada, tendo em vista a observação de padrões de seca mais severos ao longo dos anos de La Niña.

Qual deles gera o maior impacto para a agricultura: El Niño ou La Niña?

Tendo em vista a diferença entre El Niño e La Niña, é seguro afirmar que esses fenômenos provocam efeitos contrários nas diversas regiões brasileiras. Tanto o aumento quanto a falta de chuvas, bem como a elevação ou a queda das temperaturas, podem prejudicar o desenvolvimento das plantas e causar perdas na produção.

Isto é, ambos os fenômenos atmosféricos influenciam no regime das chuvas e, dependendo de sua intensidade e da região onde a safra está localizada, as chances de perda são consideráveis — seja por causa de enchentes ou através de severos períodos de seca.

Por isso, é difícil dizer qual deles é pior para a agricultura, levando em conta que os dois são capazes de gerar impactos negativos. Vale lembrar que por eles variarem de intensidade e interagirem junto a outros fenômenos que acontecem no oceano e na atmosfera, há anos com consequências maiores e outros mais tranquilos.

O mais importante é que os produtores rurais estejam preparados para lidar com os possíveis resultados desses eventos climáticos, adotando medidas preventivas para minimizar os riscos e prejuízos.

Como proteger-se dos efeitos negativos do El Niño e do La Niña?

Considerando que o El Niño e o La Niña acontecem periodicamente, é necessário que cada produtor esteja pronto para enfrentar as oscilações e eventuais desafios que aparecerão em seu caminho.

O Seguro Paramétrico Agroclimático pode ser uma ferramenta valiosa para ajudar os agricultores a mitigar os riscos associados a esses e outros eventos extremos. Com ele, é possível proteger-se financeiramente contra perdas decorrentes de condições climáticas adversas, facilitando o investimento em práticas agrícolas mais resilientes e sustentáveis.

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