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Seguro Paramétrico: inovação de caráter ESG

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Ao mitigar riscos e oferecer proteção financeira, o produto contribui em processos de tomada de decisão que impactam questões sociais, ambientais e de governança

Nunca houve tanta pressão e urgência para que as organizações operem levando em conta o futuro do planeta e da humanidade. Diante do cenário, o conceito ESG tem se consolidado e praticamente substituiu a palavra “sustentabilidade” no universo corporativo.

As três letras que estão tentando transformar o capitalismo vêm da sigla em inglês para “Environmental, social, and corporate governance”. Isto é, governança ambiental, social e corporativa, pilares que devem estar na concepção e nas operações empresariais daqui para frente, independentemente do nicho de atuação.

Importância do ESG no agronegócio

No agronegócio, responsável por 30% do PIB nacional, a implementação de práticas ESG são fundamentais para agregar valor aos produtos e atender as exigências dos consumidores e mercado. Ainda mais quando levamos em conta os níveis de crescimento populacional e a demanda por alimentos, que devem aumentar muito até 2050.

Além disso, por ser uma indústria a céu aberto, a agricultura é um dos segmentos mais vulneráveis a cada vez maior escassez de recursos naturais e alterações climáticas. Assim, carece de soluções que superem pontos críticos e garantam a produtividade no cultivo das culturas.

Portanto, refletir sobre os padrões de consumo e, sobretudo, de produção, é uma pauta prioritária. Pensando nisso, selecionamos insights sobre a implementação de ações ESG no campo, ressaltando a importância do seguro paramétrico – uma inovação de caráter ESG que só tem a favorecer produtores rurais e todo o setor.

O que é ESG

Na prática, ESG é uma abordagem cada vez mais ambientada e comum nos negócios. Seu principal objetivo é medir o quanto uma empresa atua em prol de resultados capazes de transcender os interesses em expansão e lucratividade. Em muitas áreas, entre as quais se destaca o agro, a responsabilidade da empresa sobre suas próprias atividades tem se ampliado perante a sociedade. Questões que, até pouco tempo atrás, eram consideradas externas – como a poluição, por exemplo, – tornaram-se pautas organizacionais obrigatórias não só por princípio e estratégia, mas também graças às legislações atuais.

Não por acaso, entidades como a Organização das Nações Unidas (ONU) se dedicam a criar ferramentas que ajudam empresas a se adequarem às novas demandas. Entre as iniciativas, estão os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), uma parte da engrenagem que busca reduzir os impactos negativos e aumentar os positivos. Aliás, existem emergências ambientais que já foram “abraçadas” pelo setor privado, como é o caso do carbono zero e a gestão de resíduos, uma realidade presente em muitas companhias.

ESG no agronegócio

Atualmente, por mais que exista um nível maior de conscientização, a agricultura global ainda preserva métodos que acabam ocasionando desmatamentos, perda da biodiversidade, emissões de gases do efeito estufa, desperdício hídrico e uso indevido de produtos químicos, entre outros. Dessa forma, ter uma agenda ESG no planejamento significa conquistar uma forte aliada na criação de técnicas sustentáveis.

Os principais benefícios que a agenda ESG traz para o agronegócio são:

  • Produtos desenvolvidos a partir de ações ESG são percebidos como de melhor qualidade no mercado e tornam-se mais competitivos;
  • A transformação digital promove processos mais ágeis e custos mínimos de produção, pois automatiza rotinas e reduz custos operacionais, aumentando a performance do campo;
  • Aumento nas exportações, já que os produtos brasileiros ganham maior notoriedade no mercado internacional. A melhor qualidade atrai investidores e compradores estrangeiros.

Como implementar ações ESG no agronegócio

Como já dito, o ESG é um conjunto de iniciativas adotadas pelas organizações com o objetivo de diminuir os impactos de suas operações no meio ambiente e na sociedade, de modo a tornar a governança corporativa mais responsável, ética e transparente em seus processos de tomada de decisão.

Vejamos como cada pilar pode ser efetivamente aplicado no agronegócio.

E – Environmental ou ambiental

  • Plano ABC (Agricultura de Baixo Carbono): criado em 2010 e hoje em dia na versão ABC+, prevê atingir com tecnologias de produção sustentável 72,68 milhões de hectares; ampliar o tratamento de 208,4 milhões de metros cúbicos de resíduos de animais; e abater cinco milhões de cabeças de gado em terminação intensiva para o período de 2020 a 2030;
  • Redução da poluição do ar, do solo e da água;
  • Combate ao desmatamento e abertura de novas áreas agrícolas;
  • Aumento da biodiversidade com a recuperação de áreas degradadas;
  • Uso de energias de fontes renováveis;
  • Gestão de resíduos sólidos;
  • Zoneamento do risco climático da área agrícola;
  • Implantação de tecnologias de integração da lavoura-pecuária e floresta, dentre outras.

S – Social

  • Oferecer boas condições de trabalho;
  • Zelar pela segurança dos trabalhadores;
  • Priorizar equipes diversas, com especial atenção às minorias, e independentemente do gênero, raça ou orientação sexual;
  • Criar engajamento com a comunidade da região na qual está inserida;
  • Cumprir as leis trabalhistas;
  • Respeitar os direitos humanos;
  • Fornecer equipamentos de proteção básica;
  • Valorizar a mão de obra local;
  • Capacitar moradores do entorno;
  • Oferecer treinamentos adequados para manejo dos equipamentos agrícolas;
  • Conhecer seus fornecedores (e suas práticas ambientais e sociais).

G – Governance ou governança corporativa

  • Ter processos transparentes, permitindo que o seu consumidor final saiba de onde vêm seus alimentos. A boa governança prioriza a transparência em todos os níveis, com instituições públicas e privadas e a comunicação com as partes interessadas no negócio (stakeholders);
  • Atuar de forma ética, seguindo a legislação;
  • Garantir a conformidade regulatória dos produtos;
  • Realizar a gestão de riscos;
  • Criar um plano para crescimento do negócio;
  • Integrar a cadeia de valor com indústrias, fornecedores e clientes, possibilitando o rastreamento do suprimento;
  • Usar a tecnologia e a digitalização no meio rural para a garantia de protocolos, segurança dos dados, produtividade e faturamento no agronegócio;
  • Combater a corrupção.

Gestão de riscos faz parte do ESG

Para que o agronegócio brasileiro mantenha o protagonismo no mercado de alimentos e sua importância estratégica para o país, torna-se imperativo um posicionamento na nova realidade socioambiental. Nesse sentido, a gestão de riscos tem preocupado produtores rurais e cooperativas frente à instabilidade do clima, principalmente com o aumento da incidência de geadas e de secas, sem falar nas consequências do aquecimento global.

A fim de quebrar paradigmas, o seguro paramétrico é uma das principais inovações tecnológicas de caráter ESG capazes de mitigar perdas no agronegócio. Com ele, é possível ter cobertura personalizada, uma vez que a elaboração da apólice tem como referência os aspectos climáticos – tais como índices pluviométricos, incidência solar e umidade relativa do ar favoráveis ou não – de cada região. Por ser sob medida, facilita o acesso e reduz custos aos pequenos negócios se comparado às coberturas já existentes.

Outra vantagem que vem chamando a atenção, inclusive do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), é que, ao contrário do que ocorre com o seguro rural tradicional, as avaliações não são feitas in loco. Caso o volume de chuvas seja inferior ao que consta em contrato, caberá indenização. Para tanto, são utilizados parâmetros de medição provenientes de fontes confiáveis, com imagens de satélite e dados de estações meteorológicas, como o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), órgão ligado ao MAPA.

Cunho social do seguro paramétrico

Em virtude de fornecer proteção financeira, beneficiando os mais vulneráveis frente às intempéries, o seguro paramétrico também tem cunho social. Por meio da contratação da modalidade, ocorre a redução da insegurança alimentar no campo e a estabilização do ecossistema econômico, fatores fundamentais para evitar o êxodo rural.

Graças aos seus critérios claros que independem de avaliações subjetivas dos danos causados, pode ser considerado um produto inclusivo. Ou seja, uma alternativa mais acessível e viável para pequenos produtores, principalmente os que não têm condições de obter seguros atrelados à gestão de riscos mais complexas. Por fim, ao estarem protegidos, os agricultores têm condições financeiras de investir em condutas agrícolas sustentáveis, como a agricultura de conservação e o uso de tecnologias de irrigação mais eficientes, para citar só alguns.

Imagine ter segurança financeira e ainda contribuir com o meio ambiente e a sociedade? O quanto suas atividades estão em sintonia com o conceito ESG? Conheça o panorama a partir da perspectiva do agronegócio, bem como a relevância do seguro paramétrico em seus negócios.