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El Niño chegou: gestão de riscos e tecnologia

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El Niño chegou: gestão de riscos e tecnologia como proteção

 

Entenda como o fenômeno atmosférico afeta a agricultura, sobretudo o cultivo da cana-de-açúcar, e saiba como usar a agrometeorologia para mitigar perdas

Que a agricultura é extremamente dependente das condições climáticas, é fato. No entanto, você sabe como funciona o El Niño, um dos fenômenos atmosféricos que mais afetam a atividade no Brasil? Está ciente das perdas que ele pode causar à safra 2023/2024 da cana-de-açúcar?

Tais questões estão em evidência e o atual momento exige muita atenção. De acordo com diversas instituições e centros de pesquisas meteorológicos, já podemos observar as consequências do El Niño no clima. Não à toa, a informação, divulgada no início de julho, tem provocado uma onda de preocupações aos produtores rurais.

Para que não fiquem dúvidas sobre o tema, explicamos o que é o El Niño, suas causas e, principalmente, consequências para o agronegócio brasileiro a seguir. Descubra ainda como o Seguro Paramétrico Agroclimático, baseado em agrometeorologia e Ciência de Dados, representa uma solução inédita de gestão para o mercado.

Aliás, falamos do Agrymetric, produto que reflete o real perfil de risco de cada cultura frente a adversidades como as provocadas pelo El Niño.

O que é o El Niño

Quando as águas da superfície do Oceano Pacífico, na sua porção equatorial, registram temperaturas acima da média, dizemos que a interação entre o mar e a atmosfera está sob o efeito do El Niño. Segundo a Administração Oceânica e Atmosférica Nacional dos Estados Unidos (NOAA), é o que estamos vivenciando atualmente. A grande questão, que tem dividido especialistas, é se a intensidade será moderada ou forte, com 84% e 56% de chances para cada, respectivamente.

Durante sua passagem, que pode durar aproximadamente um ano e meio, acontece o enfraquecimento dos ventos alísios, isto é, os ventos que sopram dos trópicos em direção à Linha do Equador provocando chuvas. Em outras palavras, enquanto algumas partes do planeta registram tempo quente e seco, há lugares em que ocorre o aumento do volume pluviométrico.

Não é preciso ser um meteorologista para entender que essas alterações, a exemplo do que também ocorre com o La Niña, causam diversos impactos na produção de alimentos ao redor do mundo, inclusive aqui em nosso país. Um dos setores que podem ser mais afetados é o da cana-de-açúcar. Após um começo de ano promissor, os produtores temem que haja janelas menores para a operação da colheita e, consequentemente, o aumento do período da safra – que, normalmente, vai até outubro e pode se estender até novembro/dezembro.

Impactos do El Niño na agricultura brasileira

Em virtude de nossas dimensões continentais, o El Niño provoca diferentes mudanças no rendimento agrícola a depender da região. No Norte e Nordeste, as chuvas diminuem e, por consequência, aumentam as chances de secas e incêndios florestais. Com a baixa umidade, não só as produções são afetadas, como também a subsistência da população e a economia como um todo.

Por outro lado, nas regiões Sul e Sudeste percebe-se uma elevação na quantidade de chuvas e temperaturas médias. Apesar dessas precipitações melhorarem a disponibilidade de água no solo, favorecendo o desenvolvimento de determinadas plantações, também podem causar alagamentos responsáveis por perdas.

Ou seja, a intensificação dos sistemas meteorológicos provocada pelo El Niño – que pode tanto aumentar quanto reduzir a incidência de chuvas, bem como as temperaturas – representa riscos para o desenvolvimento das lavouras.

El Niño e seus efeitos na safra da cana-de-açúcar

Com as recentes notícias sobre a chegada do El Niño, o setor da cana-de-açúcar está em alerta. Até agora, tudo indica que haverá ampliação da condição chuvosa no Sul. O mesmo deve se estender para áreas entre São Paulo e Mato Grosso do Sul, justamente onde estão algumas das principais produções canavieiras do Centro-Sul.

Vale lembrar que entre as condições climáticas ideais para o cultivo da cana está o tempo chuvoso, porém não em alta precipitação. Em primeiro lugar, porque o excesso de chuvas, aliado à falta de luminosidade para a maturação, provoca uma diminuição no teor do açúcar, baixando o nível do açúcar total recuperável (ATR).

Da mesma forma, o encharcamento do solo pode sufocar as raízes, prejudicar o desenvolvimento da planta e conter a absorção de nutrientes. Sem falar que água em excesso pode aumentar a proliferação de doenças e pragas, como a podridão radicular e a broca-da-cana.

Diante do cenário, é provável que o período final sofra impactos como o atraso na colheita. Assim, as usinas do maior polo produtor nacional, bem como a União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia (Unica), aguardam com expectativa esse período que terá muita cana a ser colhida. No acumulado da safra 2023/2024, iniciada em abril, a produção de cana do Centro-Sul atingiu 125,38 milhões de toneladas, alta de 16,76% ante a temporada passada.

Porém, tomando a safra 2020/2021 como referência – último ciclo em que a moagem superou 600 milhões de toneladas –, a variação seria negativa em 13,81%. Caso a marca seja superada, será necessário compensar a defasagem com um bom ritmo de colheita nos meses mais secos. Todavia, é exatamente esse panorama que tem sido colocado em xeque pelo El Niño.

Seguro Paramétrico: meio eficaz de minimizar perdas

Certamente, não conseguimos controlar o clima, o que gera muitas incertezas ao agronegócio. Contudo, existem formas de minimizar perdas. Além de cuidar do manejo das culturas, estar atento à previsão do tempo é fundamental.

Para enfrentar as eventuais oscilações que aparecem no caminho com mais segurança, o Seguro Paramétrico Agroclimático é uma valiosa ferramenta que tem por objetivo principal mitigar perdas na produtividade associadas ao El Niño e demais eventos extremos. Com ele, é possível se proteger financeiramente contra riscos decorrentes de condições climáticas adversas, facilitando o investimento em práticas agrícolas mais resilientes e sustentáveis.

Por meio do Agrymetric, uma solução que veio para mudar o paradigma do seguro agrícola, os agricultores passam a ter mais controle dos negócios, pois contam com modelos probabilísticos validados que resultam em estratégias a fim de evitar danos ao patrimônio. Baseado na Ciência de Dados que estuda como as alterações no clima impactam as atividades no campo, chamada de agrometeorologia, a metodologia permite a definição de gatilhos e a produtividade indenizável, com possibilidade de escolher condições específicas para cada cliente.

O resultado é a melhor precificação do seguro, mais transparência e efetividade, da transferência do risco à regulação de sinistros. Criado a partir da conjugação de esforços entre a Sombrero Seguros e parceiros especializados em gestão de riscos e tecnologia agrícola, as coberturas personalizadas atendem as demandas de produtores rurais de grande porte, em especial do setor sucroalcooleiro.

Trazer informações atualizadas sobre o universo agrícola é parte do nosso compromisso com o setor. Para seu negócio, oferecemos meios inteligentes e tecnológicos de proteção. Entre em contato e saiba mais sobre o Agrymetric!